Cais Maua

Em defesa de uma parceria público privada em que o que seja público siga-o, e o que é da privada, siga-a!

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Por um porto menos legal


"Hoje no aniversário de Porto Alegre temos um dia de luto. Nossa cidade, apenas nesta administração de vereadores foi muito enfeiada e mal tratada, e a maior parte dessas obras que agridem nossa cidade nem são do conhecimento da maioria. Vejamos alguns exemplos de realizações dos atuais vereadores e do prefeito Fogaça que provavelmente você nem sabia.
1- Vc sabia que apenas nesta administração foi aprovada a construção de um shoping Center ao lado do gasômetro e tocando a água do Guaiba?
2- Vc sabia que 15 prédios foram aprovados na orla do Guaiba, quase todos em menos de 100 metros da água, tirando espaço público da população, muitos em áreas do parque Marinha? São eles os diversos prédios do Estaleiro Só, dois ou três prédios no Cais Mauá, dois em cada Shoping da beira rio, três junto ao beira rio, e um para a Ospa?
3- Vc sabia que o muro da Mauá vai seguir lá, inclusive agora com privatização da parte da beira rio (uso privado de 50 anos para alguns abonados)?
4- Vc sabia que a bienal e a feira do livro foram expulsas da beira rio, nunca mais teremos estes eventos culturais ali e que o falado Museu de Arte Contemporânea que seria nos armazéns da beira rio ficou no projeto?
5- Vc sabia que o mais alto prédio do centro, um prédio de 33 andares, apenas de escritórios, será construído dentro do passeio público do cais, defronte a rodoviária, com a aprovação de 29 dos atuais vereadores (todos), menos os valiosos votos indignados de apenas 4 vereadores (Carlos Todeschini (PT), Sofia Cavedon (PT), Maria Celeste (PT), Lúcio Barcelos (PSOL) e Fernanda Melchionna (PSOL))?
6- Vc sabia que trocaram a leitura cientifica do Guaiba de rio para lago, apenas para poder “urbanizar” de edifícios o parque Marinha?
7- Vc sabia que o lema da administração municipal para o nosso trânsito é: “o trânsito de Porto Alegre continua em nossas mãos”, referindo-se ao novo sinal de trânsito para faixas de segurança? Esse lema é evidentemente um escárnio, diante dos engarrafamentos sem fim que tomaram conta de Porto Alegre, escapando não apenas das nossas mãos, como das mãos da administração pública! Essa administração não trouxe o metro para Porto Alegre, e as únicas providências que tomaram sobre os engarrafamentos que denotam a falência da estrutura viária da cidade foram: diminuir o tempo de semáforo para os pedestres e roubar espaço das calçadas para os carros.
8- Vc sabia que uma das obras do cais será um enorme edifício de estacionamento para carros?
Essa não é uma cidade melhor nestes últimos anos. Temos um momento de tristeza para lembrar da cidade hoje. Vamos providenciar um movimento menos ufanista para lembrar que estamos tristes com nossos políticos que vendem áreas públicas para a especulação imobiliária e para as construtoras. Uma caminhada no entorno do gasômetro seria um local emblemático para um protesto deste tipo. Uma proposta de mudar o nome da cidade para “Porto nem tão Alegre”, também poderia ser examinada."

domingo, 10 de maio de 2009

Para o turista estrangeiro o Rio de Janeiro é melhor que Porto Alegre: o estudo de caso do calçadão de Copacabana e do Cais da Mauá.


O Hotel Copacana Palace é um primor! Além do prédio ser bonito, esta defronte da praia de Copacabana. Diante dele está o calçadão de Copacabana, desenhado por Burle Marx, nos anos 1970, quando da “revitalização” da avenida Atlântica”. O calçadão se alonga por diversos Km, deve ter uns 500 metros de largura, é feito em pedra portuguesa com um desenho suave, que convida a refletir sobre a ondulação do mar. Entre o calçadão e o hotel estão as diversas pistas da avenida Atlântica (também ela desenhada por Burle Marx), e obviamente que entre o calçadão e o mar está a areia da praia. O hotel é bonito, mas o entorno torna tudo mais suave, o hotel em sua imponência esta bem posicionado com a imponência do entorno. Tudo é monumental, o prédio e a urbanização defronte do prédio.

Portanto o hotel Copacabana Palace não esta boiando dentro do oceano, sobre palafitas. Não esta na areia da praia, antes da calçada. Não temos um trecho de calçada, com hotéis semeados no meio da calçada, pois interromperia a caminhada, o passeio, a reflexão, a monumentalidade visual da praia.
Em Porto Alegre, o principal problema estético do projeto do Cais do Porto é que os espigões de hotéis e escritórios estariam dentro do rio, antes do passeio público, ou entre o passeio público e a atração, o rio. Os prédios deixariam algum eventual visitante sem ver o rio, sem tomar sol (salvo ao meio dia) Algo seguramente inédito no mundo. E o arquiteto que desenhou o projeto não é do escritório de Burle Marx, mas sim um cacique da política, do PMDB.

Acreditamos que semelhante projeto não vai embelezar a região. Na verdade, embelezar a região é complexo, pois os prédios que já estão na Mauá são feios, o trem ali é outro fator de enfeiamento, mas ainda há o que está atrás do muro, que pode ser trabalhado para ser um local bonito para levar turistas. Se desejamos atrair turistas, o grau de complexidade do projeto urbanístico pede cautela. Pede competência profissional, pede muita arte. O projeto que aí está - pelo amor de Deus-, é pura cobiça mercantilista sem qualquer qualidade, muito menos monumentalidade. É um desesperado “apropriar-se” por particulares (com o “suspeito” e inusual entusiasmo de alguns gestores públicos) de um local com uma vista, mas destruindo a beleza do local. Portanto é um projeto que na sua cobiça é destrutivo para si mesmo, um chamado tiro no pé: se a construtora Maguefa de hoje fizer ali setenta prédios de luxo, o local vai ficar tão desinteressante para o consumidor do produto (hotel ou escritório), que provavelmente continue degradado. E o aproveitamento para o turista será nulo, o aproveitamento para o luxo também será nulo, pois o local não será nenhum calçadão de Copacabana, portanto o nosso Hilton nunca será um Copacabana Palace.

Hoje Porto Alegre não tem relevo no circuito turístico brasileiro. Somos, segundo dados da Embratur de 2003, o sétimo destino de turistas internacionais do pais. Ficamos depois de Búzios e de Foz do Iguaçu. Você já se perguntou o por que ninguém nos visita? Por que não temos locais bonitos. A iniciativa pública tem que construí-los, como fez o Colares com a avenida que passa dentro do Parque Marinha. Como fez o PT ao tiras as bibocas da praia de Ipanema. Temos 5% do movimento dos turistas internacionais. O Rio de Janeiro, seguramente como conseqüência de trabalhos semeados no passado, como o calçadão de Copacabana feito na década de 1970, recebe quase 50% desses turistas, é o primeiro destino. Sempre que a mídia nos brinde com algum projeto de “revitalização” do cais Mauá, devemos em primeiro lugar nos perguntar: Essa idéia vai contribuir para nos tirar do 5% e aumentar a indústria de turismo em Porto Alegre? O atual projeto do Cais vai apenas nos afundar para a vigésima posição.

O projeto que aí esta seguramente não ajudaria. Por destruir o paisagismo do local, por simplesmente dar para a iniciativa privada as áreas, por não propor coisa alguma pública (nem teatro para a Ospa, nem Museu de Arte Moderna, nem passeio público, nem praia coletiva como os parisienses organizaram na beira do Sena), e por sugerir que o que é nossa “esperança” –como outro dia dizia um articulista da Zero Hora- é construir na área prédios privados e de luxo, o projeto é apenas uma rapina de uma quadrilha de construtores. Podemos chamá-lo de projeto Dubai, devido aquela parte dos hotéis flutuantes, mas não podemos chama-lo de um projeto inteligente para atrair turismo, pois é muito feio. E esperança nós temos que Porto Alegre deixe de ter apenas um jornal.

Precisamos um projeto que tenha mais monumentalidade, como o projeto do calçadão de Copacabana, que tenha mais ênfase em cultura, como o projeto da feira do livro na região, como o projeto do Museu de arte Contemporânea. Não precisamos de um projeto apenas comprometido com o lucro de algumas cadeias de hotéis de luxo. Portanto mais cultura e menos lucro. O projeto Mauá-Dubai não passará (Como diria La Passionara)! Se a nossa geração não tem uma idéia boa para o local, deixemos a região para a próxima geração pensar em algo melhor. Somos de uma geração que tem uma camarilha de gestores, que seguramente não vão ser tão ruins na próxima geração. Mas entregar para o PMDB fisiologista do Sr Jaime Lerner destruir, não vai dar. Todos contra o projeto Mauá-Dubai! Fogaça e Yeda, não precisamos de mais sustos, já tivemos o bastante.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Entregar o Cais da Mauá para a rede Hilton é o mesmo que lotear o Parcão




O governador Jaime Lerner, cacique do PMDB (base da governadora Yeda), não é um urbanista renomado, nem tarimbado. Sua firma de urbanismo tem um projeto feio para o cais de Porto Alegre, agressivo esteticamente, com torres flutuantes, que não abre espaço para cultura. Precisamos de urbanistas melhores, idéias melhores. Precisamos de uma firma internacionalemte confirmada para fazer este projeto.

Os projetos de Museu de arte moderna (MAC), bienal e feira do livro são mais de uso da população que dois hotéis de luxo. Até mesmo para o turismo, o melhor não é fazer prédios, muito menos prédios privados, menos ainda prédios flutuantes no estilo DUBAI. O melhor seria um oceanário, uma alameda de passeio, um negócio aberto, até um píer. Poderia ter praia artificial, se fosse feito uma elevação do nível do fundo do cais, fazendo largas piscinas públicas. Restaurantes+ passeio é uma excelente idéia. Um projeto que venha da ponte do Guaiba até o gasometro.

Mas essa “entrega” de um dos espaços mais bonitos da cidade para a rede de hotéis Hilton e Softel, é um acinte a lei, que reserva áreas de orla para uso público e cultural. É um acinte ao bom gosto, os prédios são feios, não vão trazer turistas. E sobretudo é um acinte ao bom senso: privatizar para o uso de dois hospedes da rede Hilton a área, deixando a população do lado de cá do muro, é agressivo. É o mesmo que lotear o Parcão para fazer um condomínio fechado: pode ser mais seguro e dar menos custo para o estado. Mas é imoral!

O projeto de Barcelona e de Buenos Aires não tem - que se saiba- torres privadas flutuantes no meio do caminho.

Senhores gestores, achamos que o cais é público, não esta à venda. O muro da vergonha esta ainda mais ruborizado com essa deste gestores.

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