Cais Maua

Em defesa de uma parceria público privada em que o que seja público siga-o, e o que é da privada, siga-a!

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sábado, 23 de maio de 2009

Cesse tudo que a tilitante máquina registradora cante


Hotel de luxo, fábrica de azeitonas, shoping envidraçado, torre de escritórios: não faltará em Porto Alegre local para essas iniciativas, mas no Cais da Mauá não. Não é a vocação da área. Cesse tudo que a tilitante máquina registradora cante: os vendilhões do cais que nos dêem licença, mas não vai dar. Achem outra área para suas aspirações comerciais. O cais tem uma magnífica monumentalidade que não pode estar a serviço de um uso privado, mesmo que seja “só” por 50 anos: precisamos do espaço para passear com os turistas, para andar de bicicleta, para estar a sombra de uma alameda longa de centenas de laranjeiras. Ali queremos piscinas públicas para tomar sol. Queremos a área para os portoalegrenses, não para oligopólios financistas espanhóis. Somos do Movimento por um Cais Exclusivamente Cultural: vamos fazer ali uma concha acústica para a Ospa, um centro de convenções (como já é hoje em dia), um passeio público.

Os plutocratas que defendem a entrega da área para o capital privado, argumentam que há uma incapacidade do poder público de cuidar de praças e áreas coletivas, e que estas andam abandonadas, perigosas, “desvitalizadas”. Em seus sites específicos, apresentam fotos escolhidas de ângulos horríveis da região do Marinha do Brasil. Pois a realidade não lhes dá razão: o trecho entre o gasômetro e o anfiteatro pôr do sol, mesmo durante a semana, é um sucesso de uso, de segurança e sobretudo, é público. É portanto uma área (contígua ao da área do cais) com um uso para lá de “vitalizado”, ou seja, com muitas pessoas. E destacamos que a área não apresenta nem ao menos um shoping, nem nenhum restaurante de gabarito.

Na verdade a área no entorno do gasômetro hoje é usada pelo povo, pelas pessoas mais pobres. O que eventualmente a plutocracia municipal deseja propondo este projeto raro dos espigões de escritórios e hotéis de luxo é afastar o pessoal mais pobre. O que não esta literalmente dito no projeto seria então, não uma “revitalização”, e sim uma “desvitalização”, retirar as vidas mais pobres (e em maior número) para erigir a “nova calçada da fama”, de uso preferencial para alguns poucos da elite (projeto “menos muvuca,mais botas brancas”). Calçada da fama, roupagem de marinheiro. Íamos adorar vr o Sr Políbio Braga em trajinho de marinheiro, bebericando um campari no terraço do hotel Hilton, mas infelizmente não vai dar: uma outra revitalização é possível. Uma que seja mais republicana, menos imoral e menos elitista. Não a privatização do pôr do sol!

domingo, 10 de maio de 2009

Perguntas Impertinentes (mas nem tanto) aos gestores do projeto Mauá-Dubai



1- Os moradores da vila Cai-Cai (aquela que ficava defronte ao museu do Ibere), vão receber reintegração de posse? Foram removidos os moradores dali pois em área pública, de preservação, de interesse coletivo, etc... ninguém pode ter moradia. Menos de 10 anos depois, tem o pontal do Estaleiro, tem gente querendo fazer prédio na área do Cais da Mauá, tem prédios gigantes junto ao estádio da Beira-Rio, tudo privado. Pela justiça, temos que dar reintegração de posse para os vileiros despejados. Ou então reservar cotas de estadia no imenso Hotel Hilton ao lado da Usina do Gasômetro, cotas para os antigos vileiros no hotel Hilton. Encontra-se na internet uma foto de despejados protestando contra essa remoção da vila Cai-cai.

2- O bar Timbuca foi removido da vila Assumpção, pois ficava na calçada, sobre o passeio. Também era uma agressão ao coletivo. Agora, com o projeto dos gestores, vão convidar o ex-dono do ex-Timbuca para ser ecônomo do restaurante do hotel Hilton (esse plantado no meio do passeio)? E não esquecer os donos das diversas biroscas removidas (em boa hora, Ipanema sim foi devidamente “revitalizada”) da praia de Ipanema, todos devem receber uma sala nas torres gêmeas defronte da rodoviária.

3- Se o cais em parte, ou no todo, (sei lá: os detalhes do projeto são curiosamente secretos, se é que alguém acredita que uma comissão pública pode fazer uma comissão secreta sobre o destino de uma área pública) será privatizado, haverá indenização para os portoalegrenses? Se o negócio tem essa agressão toda, tem estudo de impacto ambiental? O ministério público vai obrigar as construtoras a fazer um passeio público de 12 Km ao longo do rio dos Sinos para compensar a agressividade social e ambiental dessa projeto Dubai?

4- Se o que hoje é aberto e público vai mesmo ser privatizado, há algum plano de cobrar pedágio para as famílias passearem por ali ? Sabemos o quanto so gestores gostam de pedágios, é um risco não desprezível. É verdade que já há uma discussão com a transvia para cobrar R$7,5 por turista, tudo para manutenção da área?

5- Se as construtoras lembradas pelos políticos para fazer a obra, são as mesmas do malfadado metro de São Paulo e do acidente (negligente) com a estação Pinheiro, temos algum risco do mercado público ser tragado por uma imensa cratera? Não esta no meio da rapina também aquela construtora expulsa do Equador pelo fato de uma hidroelétrica nova estar rachando?

6- Qual o argumento que nos convence que devemos entregar o cais para o poder privado? Não temos suficientes habilidades coletivas para fazer um projeto ali? Não temos o que fazer ali? Não somos uma cidade devidamente criativa para ocupar o local? O que a iniciativa privada tem, que a coletividade dos habitantes de Porto Alegre não tem, para merecerem mais o direito de uso e arrendamento por 50 anos da região? O Dado Bier, o Jaime Lerner, O Hotel Hilton ou a construtora Camargo Correa (ou Odebrech, sei lá) é melhor que nós para nos tomar a área?

7- Além de levarem o butim dos terrenos para lá de bem posicionados, o que os agraciados privados com a área deverão dar em troca para os habitantes que lhe doarão a área? Suponho que farão e cuidarão de dois hospitais de pronto socorro para 400 leitos de emergência por 150 anos, para mantermos o mesmo patamar de custos/benefício.

8- Para que(m) serve o nosso pôr-do-sol?

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Entregar o Cais da Mauá para a rede Hilton é o mesmo que lotear o Parcão




O governador Jaime Lerner, cacique do PMDB (base da governadora Yeda), não é um urbanista renomado, nem tarimbado. Sua firma de urbanismo tem um projeto feio para o cais de Porto Alegre, agressivo esteticamente, com torres flutuantes, que não abre espaço para cultura. Precisamos de urbanistas melhores, idéias melhores. Precisamos de uma firma internacionalemte confirmada para fazer este projeto.

Os projetos de Museu de arte moderna (MAC), bienal e feira do livro são mais de uso da população que dois hotéis de luxo. Até mesmo para o turismo, o melhor não é fazer prédios, muito menos prédios privados, menos ainda prédios flutuantes no estilo DUBAI. O melhor seria um oceanário, uma alameda de passeio, um negócio aberto, até um píer. Poderia ter praia artificial, se fosse feito uma elevação do nível do fundo do cais, fazendo largas piscinas públicas. Restaurantes+ passeio é uma excelente idéia. Um projeto que venha da ponte do Guaiba até o gasometro.

Mas essa “entrega” de um dos espaços mais bonitos da cidade para a rede de hotéis Hilton e Softel, é um acinte a lei, que reserva áreas de orla para uso público e cultural. É um acinte ao bom gosto, os prédios são feios, não vão trazer turistas. E sobretudo é um acinte ao bom senso: privatizar para o uso de dois hospedes da rede Hilton a área, deixando a população do lado de cá do muro, é agressivo. É o mesmo que lotear o Parcão para fazer um condomínio fechado: pode ser mais seguro e dar menos custo para o estado. Mas é imoral!

O projeto de Barcelona e de Buenos Aires não tem - que se saiba- torres privadas flutuantes no meio do caminho.

Senhores gestores, achamos que o cais é público, não esta à venda. O muro da vergonha esta ainda mais ruborizado com essa deste gestores.

Faça sua camiseta e junte-se ao movimento "que vergonha"

Estamos fundando o movimento "o muro é nosso, a vergonha é do gestor público" com objetivo de defender a área do cais Mauá da cobiça dos grandes hotéis, que planejam tornar a beira do rio um espaço privado da rede Hilton e da rede Softel. Lembra da feira do livro infantil, da bienal e do projeto de fazer ali o Museu de Arte Contemporânea? Pois esqueça, o plano Yeda é privatizar e deixar o povo do lado de cá do muro, um muro ainda mais ruborizado de vergonha. Há uma disputa sobre a área, a disputa é simples: a área será pública (ou seja do eleitor) ou privada (da rede Hilton)?

Faça uma camiseta ou cartaz com as frases "um muro ainda mais ruborizado de vergonha", ou então a camiseta "Yeda, sua cara é um muro sem vergonha", ou então "Fogaça, no Porto Madero não tem hotel sendo dono da área pública" e venha defender o conceito de urbanizar a região e fazer dali um espaço "público"!

Vamos fazer uma orla para o turista, aberta, com um museu de arte contemorÂnea. VAmos contratar um urbanista europeu qualquer para fazer um espaço de beleza, mas vender?! Os gestores não poderiam gestar algo mais imoral e sobretudo feio, em termos de paisagismo. Duas torres boiando dentro d´agua, é muito Dubai para nosso meio... Nenhum turista europeu vai vir do seu continente para ver um hotel Hilton. Viria se fizessem uma alameda de laranjeiras (pública), como é em Sevilha na beira do Guadalquivir, ou do Sena em Paris. Nesse caso o gestor pariu um aberração de aborto, um lobisomen! Vamos salvar a cidade do mau gosto da Yeda/Fogaça.

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